'Nefasta à democracia brasileira', diz líder do governo sobre PEC da anistia
O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), chamou a PEC da Anistia de "nefasta à democracia brasileira" e disse que "não há como dar anistia a que...
O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), chamou a PEC da Anistia de "nefasta à democracia brasileira" e disse que "não há como dar anistia a quem depreda três prédios públicos, pois acaba virando um estímulo para que outros repitam o feito. "Eu acho que a técnica da Anistia é extremamente nefasta à democracia brasileira. Não dá para dar anistia a quem depredou três prédios públicos do Supremo, do Congresso e do Palácio do Planalto, e acaba virando um estímulo a que outros repitam o feito. Aquele 8 de janeiro de triste memória", disse nesta quarta-feira (11) em entrevista ao Estúdio i da GloboNews. Bastidores: acompanhe o canal da Sadi no WhatsApp Ainda sobre os ataques de 8 de janeiro, o senador do PT da Bahia pondera sobre a distinção na hora de punir os financiadores do ato e aqueles que chamou de "massa de manobra". "O fundamental era punir os que financiaram, enquanto a massa de manobra estava quebrando a sede dos Três Poderes. Eu não posso igualar alguém que foi trazido a Brasília com aqueles que, repito, provavelmente estavam no ar-condicionado olhando o pessoal quebrando tudo." Vídeos em alta no g1 Rejeição de Jorge Messias no Senado O senador descreveu a derrota do advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias, indicado de Lula para uma vaga no STF, como uma "violência institucional" motivada por vingança política e retaliação eleitoral, destacando a precisão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) em prever o resultado negativo da votação que ocorreu em 29 de abril. "A rejeição do Messias foi uma cacetada no governo Lula. Foi uma crueldade e uma violência institucional. Havia uma grande preferência pelo ex-presidente da casa, Rodrigo Pacheco (PSB-MG). Tinha gente que estava com raiva por não ter sido escolhido o Rodrigo", contextualiza o senador. Antes de Jorge Messias ser o indicado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para substituir Luis Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal (STF), Alcolumbre tentou consolidar o nome do senador Rodrigo Pacheco para a vaga. "Voto secreto é um convite à traição, como sempre se diz na política. Infelizmente, nós fomos traídos, ou eu fui traído. Davi [Alcolumbre] virou-se e me disse: vocês vão perder por 8. Então ele tinha uma contabilidade bastante precisa, porque nós perdemos por sete", diz Jaques Wagner, ao relembrar que o sistema de votação do Senado para o caso da indicação de Messias foi secreto e ao citar o placar final da votação. No dia, Messias perdeu por 42 votos contra sua indicação e apenas 34 a favor. GloboPop: veja os vídeos do palco da Andréia Sadi